Saturday, March 31, 2012

Domingo no Parque - email escrito em 12/08/07

Hoje acordei e resolvi dar uma volta pela cidade.
 
Primeiro fui ao parque q tem aqui pertinho, chamado Parque La Guaricha. Tinham muitas familias la, passeando c seus filhos.Esse parque tem um mini-zoologogico. Muitos e muitos passaros e macacos. Alias, nao sou muito boa observadora no q concerne a passaros, mas percebi q aqui tem muito de um passaro preto. Nao eh corvo, mas eh bonito. Eh todo preto e do bico bem fino e meio longo. Tb percebi q tem muitos pes de azeitona e de caja. Lembrei tanto de minha mae!!! Ela adora azeitona preta.
Bem, mas voltando ao q vi no parque, o parque eh muito bem arborizado. Da p sentir q o ar eh diferente. Logo q vc entra, o primeiro animal q vc ve eh um babuino. Eh muito engracado! Ele tava nervoso e andava p la e p ca... acho q pq queria comer em paz, tadinho... Tinha tb viados, wild boars (como se diz em portugues, porco selvagem???), araras, tucanos, pelicanos, papagaios (q aqui se chamam pericos, engracado,ne?), macacos de nao sei quais especies (mais de uma), furoes, um animal q me parecia um 'weasel' (esse nao faco ideia como se diz em portugues), eh como se fosse um furao mais comprido, marrom, c pernas e rabo bem finos e longos. Tinha tartarugas, e mais uma vez, muitas e muitas aves. Especies q eu nunca vi antes. Lindas. 
 
Saindo de la fui conhecer o centro da cidade. Nao foi o melhor dia p ir la, pois eh domingo e esta tudo fechado. Mas o q eu mais queria ver estava aberto. A Catedral de Nuestra Senora del Carmo. Ja tinha visto na internet e sabia q era o cartao postal da cidade. Da minha janela a vejo. So q chegando la, eh incrivel. Como eh grande!!! E bonita!!! Muito mais por dentro do q por fora. Por fora eu acho ela muito normal, mas por dentro tem cada vitral lindo!!! E cheguei bem na hora da missa.... entao entrei p assistir (agora ja assisti missa em 4 linguas diferentes: Ingles, Portugues, Holandes e Espanhol!!!!). Como nao entendia muito o q o padre dizia (alem de falar rapido, a igreja tinha muito eco, o q dificultava p entender, ao menos p mim), fiquei admirando a arquitetura (bem a minha cara....) e de repente mirei em um ponto do infinto. O q estava no meu plano de visao era um angulo da igreja. Via duas paredes, cada uma c vitrais incriveis. E percebi q era a mesma igreja q ja vi antes em sonho. Deja vu? Ou sera destino?
Enfim, pensei muito em meu pai hj. Nao sei se eh pq eh dia dos pais, se eh pq amanha vai fazer 11 meses q ele faleceu ou se pq vi os macaquinhos no parque. Qdo eu era pequena, ele me contava historias de caca (com cedilha) do meu avo, e tem uma historia de um macaquinho q o meu avo salvou de uma cobra na Indonesia. Sempre q vejo macacos lembro dessa historia. Alem do meu pai brincar comigo qdo eu era pequena me chamando de 'macaco feio' em holandes... ao qual eu respondia q ele era um 'cao feio'.... Sei q ele esta aqui comigo. Rezei muito por ele hj, e sinto muito a presenca dele, desde o aviao ate agora. Sei q ele esta orgulhoso e q vai cuidar de mim.
Bem, vou indo.... Amanha eh o meu primeiro dia de trabalho. Certamente vou ter muito mais o q contar!!!

Chegada em Maturin - email escrito em 11/08/07

Bem, cheguei em Maturin ontem e so agora q consegui um tempinho p escrever. A viagem foi tranquila, sem nenhum atraso, nenhuma confusao...tudo em ordem, gracas a Deus.
Sai de Recife de madrugada na quinta-feira, e cheguei em SP as 6:30 da manha. Apesar do meu voo p Caracas ser apenas no final da tarde, achei melhor ir logo p Guarulhos (desembarquei em Congonhas... ai q medo....) pq estava c muita bagagem! Um peso q so vcs vendo. Por sorte minha, sempre aparece algum rapaz bondoso q se oferece p ajudar! hehehehe Entao, fui direto p Guarulhos e passei o dia inteiro la. Ate q nao foi tao mal. O legal eh q a minha prima Aninha foi me ver la no aeroporto depois do almoco. Foi bom pq fofocamos um pouco. Assim q ela saiu de la, eu fui p a sala de embarque e passear pelo Duty Free. Nao comprei nada, mas adoro olhar aquele monte de perfume.....
Cheguei em Caracas as 23:30 (horario local, uma hora a menos q o Brasil). No aviao eu tinha conhecido quatro rapazes surdos q faziam parte de um time de basquete e iam jogar na Venezuela no Jogos Pan-Americanos para os Surdos. Nao sabia nem q isso existia. Bem, chegando em Caracas, os rapazes ficaram loucos sem entender nada na alfandega. Tadinhos. Fiquei c pena e ajudei-os a preencher os papeis e expliquei o q perguntariam a eles qdo chegassem no balcao de inspecao. Eles ficaram tao felizes pq alguem os ajudou. Fiquei feliz de ver o sorriso deles. Chegando la fora, tinha um pessoal me esperando p fazer o meu traslado p o hotel onde passaria a noite antes de viajar a Maturin. No proprio onibus, ja conheci o novo professor de Educacao Fisica da escola. Nao era dificl de identifica-lo. Eu ja sabia q era Australiano, entao qdo vi aquele homem loiro, dos olhos muuuuuuuuito azuis, bronzeado e c colar de conchinha, sabia q era ele. rsrsrsrsrs Crocodilo Dundee!!! kkkkkkk
Na manha seguinte, peguei o aviao p Maturin. O aeroporto internacional de Caracas eh um aeroporto normal, mas o domestico (sao separados) me lembrou muito a estacao terminal da Barra Funda la em SP (p quem conhece). Mais parece uma rodoviaria. Muito estranha. Mas qdo o aviao levantou voo, vi algo q nunca tinha visto antes. Amo o mar do nordeste, mas tenho q tirar o chapeu. O mar daqui eh cristalino!!!!!!!!! A praia parece contornada por luz neon de tao azul!!!! Eh lindo... e olhando p o outro lado do aviao, eu via as montanhas... Eh o comeco dos Andes!!! Imagina, q comeca na Venezuela e se estende ate o Chile!!! Eu ja sabia q era a mais longa cadeia de montanhas, mas nunca me liguei aonde comecava....
Desembarcando em Maturin, me senti chegando em alguma cidade do interior de Pernambuco, tipo Garanhuns... O aeroporto eh minusculo. Mas muito arrumadinho, mais do q o de Caracas. Soube depois q foi reformada p causa da Copa America. Alias, aqui em todo lugar tem outdoor, placas e adesivos da Copa America (ainda). Maturin foi uma das cidades sede, entao foi muito divulgado. A cidade eh muito parecida c o interior de Pernambuco. Tem arvores nas ruas, as casas parecem c as do Brasil... Me lembra muito Garanhuns. E o clima eh igual ao de Recife. Caracas estava insuportavelmente quente, mas aqui estava mais ameno. Cheguei fazia 27graus.
O meu chefe eh um amor de pessoa. Faz de tudo p q a pessoa se sinta vontade. Trouxe algumas coisas p a geladeira, lencois, etc. Depois nos levou p jantar. Hj ele trouxe alguem aqui p trocar dollares p nos. Ah!!! E a professora da segunda-serie chegou ontem a noite!!! Deve ser uma pessoa interessante, pois veio da escola de Bangkok, e ja trabalhou em varios paises da Africa e do Oriente Medio. Ela disse q alem de ser o primeiro pais Sul Americano dela, eh tb o primeiro pais cristao! Imagina o q ela deve ter vivenciado!!! Hj tb fomos almocar c o nosso chefe, ja c a professora da segunda-serie tb, e depois ele nos levou ao supermercado p cada um fazer as suas compras. Foi um dia muito proveitoso.
Ontem e hj tudo o q eu queria era desfazer as malas e deixar o apartamento um pouco c a minha cara. Hj fui ao supermercado e amanha acho q vou dar uma de Lele, e esfregar a pia ate ficar branca (essa muita gente pagaria p ver!!! hehehehe). Mas tb quero passear um pouco pela cidade. Tem um parque aqui pertinho q to a fim de ver amanha. Tb quero conhecer a catedral e o centro da cidade, q eh bem perto daqui, da p ir andando.
Bem, vou nessa. Qdo puder escrevo de novo. Obrigada a todos q responderam a minha "carta" anterior. Assim q tiver tempo respondo a cada um de vcs.

Tuesday, March 27, 2012

Global Citizen Indeed - um ensaio biografico

Eh dificil para algumas pessoas compreenderem as razoes que me levaram a sair do conforto da minha vida em Recife. Para poder entender, eh preciso olhar mais profundamente, dentro do meu ser, e ver que a vida foi moldando uma cidada (com til, nao tenho acentos no meu computador) global desde sempre.
Meu pai era Holandes, nascido na Indonesia antes da II Guerra Mundial, que na epoca, era colonia holandesa. Depois da Guerra, a familia do meu pai se viu obrigada a sair da Indonesia para viver na Motherland, na Patria nunca antes vista, a Holanda. Tendo vivido toda a sua vida, ate entao, nos tropicos, meu pai nunca se habituou a vida fria e impessoal da Holanda. Sentia que aquele nao era o seu lugar, mas sabia que jamais poderia voltar a terra onde estava o seu coracao. Entao resolveu buscar outro pais para viver. Um pais tropical, onde haveriam as mesmas frutas que ele comia na Indonesia. Onde haveriam as mesmas arvores. O mesmo clima. Surgiu uma oportunidade no Brasil, que estava em busca de mao-de-obra especializada na area de engenharia. Meu pai, com muitos cursos de torneiro, caldereiro, etc. foi ao Brasil com o sonho de comecar uma nova vida. Uma vida nos tropicos. Foi mandado para diversos trabalhos diferentes em Sao Paulo, Rio Grande do Sul, mas foi em Pernambuco que ele encontrou o seu lugar. Anos mais tarde, conheceu a minha mae, brasileira, alagoana de nascenca, mas pernambucana de todo o coracao. Casaram, tiveram uma filha, minha irma Lucia, e anos mais tarde, mudaram-se para os Estados Unidos, onde moravam alguns dos irmaos e irmas do meu pai. Eles escreviam cartas falando das oportunidades de trabalho na California, estado muito desenvolvido na Terra do Tio Sam. Atraidos pelo progresso e perspectiva de uma vida melhor, a familia se mudou para Los Angeles. Naquela epoca, eles nem precisavam de visto para entrar no pais. Sairam do Brasil ja com visto de residentes. Durante o tempo que moravam nos Estados Unidos, eu nasci.

Vejamos o contexto geografico onde passei a minha infancia. Los Angeles eh uma cidade que fica a 4h da fronteira com o Mexico. Isso aliado a proximidade do Oceano Pacifico fez com que a California se tornasse um estado que sempre atraiu estrangeiros. Em sua grande maioria, latinos e asiaticos. A minha mae trabalhava em uma fabrica que produzia pecas para aparelhos ortodonticos, e todas as pessoas com quem ela trabalhava eram latinos. A minha mae aprendeu a falar espanhol antes de aprender ingles, mesmo morando nos Estados Unidos. Mais adiante, a minha irma comecou a trabalhar no departamento de exportacoes daquela fabrica, e todos que trabalhavam com ela, tambem eram estrangeiros. Resultado: praticamente todas as pessoas que conheciamos eram estrangeiros. Nao necessariamente brasileiros. Todos vivendo legalmente nos Estados Unidos e vivendo o "sonho americano".  

Na escola que eu estudava, quase todos os meus colegas de sala eram filhos de estrangeiros. Muitos eram filhos de latinos, mas tinha tambem filhos de egipcios, marroquinos e irlandeses. Olhando para tras hoje vejo que minha vida sempre foi cercada de gente de toda parte.

Uma das coisas que eu mais gostava de fazer quando eu era pequena era estudar o mapa mundi. Meu pai tinha um mapa bem grande, ele o colocava no chao da sala, e nos ficavamos explorando o mapa, vendo onde eram os paises, quais eram suas capitais, como eram suas bandeiras... Eu fazia tambem o mesmo no meu quarto, onde eu tinha um globo na minha escrivaninha. Adorava girar o globo, apontar para um lugar e ver que pais era. Ficava tracando a rota de viagem do meu pai para chegar ate onde estavamos. Ouvia as historias que meu pai contava sobre sua infancia na Indonesia, de sua vida na Holanda, no Brasil... Eu "viajava" com ele a cada historia.

Quando nos mudamos para o Brasil, eu comecei a entrar em conflito comigo mesma. Se por um lado, eu era americana, por ter nascido la, por outro lado tambem era brasileira. Na escola, sentia que todos me olhavam, falavam de mim. Eu era esquisita. Era "A Americana". Eu detestava esse rotulo. Isso porque naquela idade, eu queria mesmo era ser aceita, e ser diferente era a pior coisa do mundo para mim. Passei a imitar o maximo que eu podia o que era ser Pernambucano. Eu precisava me enquadrar. E comecei a negar os Estados Unidos.

Anos mais tarde, ja crescida e muito bem adaptada (e sem negar os Estados Unidos), passei a ensinar ingles. Tudo comecou meio que como um hobby. Eu dava aulas na epoca somente para ter um pouco de dinheiro para mim. Eu nao ia ser professora, eu ia ser arquiteta. Mas ao longo do tempo fui me apaixonando pela profissao, e fui me envolvendo cada vez mais com o ensino. Viajei a Inglaterra duas vezes, fiz varias amizades que se espalharam mundo afora. Alguns dos meus amigos diziam que nao me viam vivendo em Recife por toda a minha vida. Eu nem pensava no que significava isso. Na verdade, eu estava tao envolvida com a minha jovem vida, que eu nao pensava em sair de Recife, que dira do Brasil. Os anos passaram, e comecei a perceber que haviam muitas coisas em que eu me enquadrava no Brasil, mas que ao mesmo tempo haviam muitas outras coisas em que eu pensava ou agia diferente. Isso comecou a me incomodar. E comecei a pensar que apesar de amar o Brasil como o meu lar, eu precisava de mais. Precisava ver o mundo. Precisava vivenciar outras culturas e outros lugares. Em alguns momentos me sentia uma estrangeira dentro do meu proprio universo. Entao decidi. Era hora de partir.

Hoje sei que tudo o que vivenciei me fez assim. Existem estudos que mostram que pessoas que nascerem e foram criados expostos a diversas culturas diferentes durante os anos de sua formacao, sentem essa mesma inquietude e essa mesma identidade mundial, se sentindo em casa, mas ao mesmo tempo um estranho. Sao os Third Culture Kids ou Cross-Culture Kids (Criancas ou Filhos de uma Terceira Cultura ou de Pais de Diferentes Culturas). Trabalhando como professora internacional, tenho contato com varias pessoas que vivenciaram o mesmo que eu. Grande parte dos meus colegas de trabalho, se identificam com os mesmos sentimentos que eu tenho com relacao ao Brasil, Estados Unidos, e por que nao incluir (apesar de nunca ter vivido la) a Holanda e a Indonesia. Querendo ou nao, todas essas culturas fazem parte do meu ser. Fazem parte do meu mundo. E por isso que sou um pouco daqui, um pouco dali e um pouco de todo canto.

Hoje me sinto feliz em saber que vivo em um mundo onde a globalizacao junto com a tecnologia me permitem explorar essa diversidade cultural, e que me ajudam a me sentir a vontade neste mundo. Como dizia o lema de uma das escolas onde trabalhei: "at home in the world" (a vontade no mundo). Feliz por poder trabalhar fazendo algo que eu gosto e que me da a oportunidade de conhecer outros lugares e exercer a minha cidadania global. :-)

Carta de Amor - 8 de Agosto de 2007

(Email escrito no dia antes da minha mudanca para a Venezuela)

Eh, chegou o grande dia.... Daqui a menos de 24hs estarei embracando p SP, onde passo o dia, e no final da tarde viajo p a Venezuela. Nos primeiros dias ainda vou estar sem internet, então mandarei noticias assim q puder. Por favor me escrevam de volta, ta? Vou morrer de saudades!!!
Saudades...
Da minha família querida, pois sempre fomos muito unidos. Sempre amei muito a todos vcs. A gente vai passar a se ver menos, mas não tenham dúvida de q vou estar sempre pensando em vcs. Mas não pensem q vou deixar de encher o saco tb não, viu? Vou ficar pentelhando via internet ou telefone... Vcs não se livraram da minha hiperatividade não!!!! hehehehe..... Brincadeira... Mas sério, vcs vão ver q a gente vai se falar sempre, e isso vai diminuir a saudade. Ainda por cima arranjei um pretexto p a família viajar, ne?! rsrsrsrs
Das minhas amigas e dos meus amigos, c quem eu saio nos finais de semana (ou não....), c quem vivo conversando no telefone ou pessoalmente, os q estão longe, os q vejo sempre... que aturam as minhas historias, que riem comigo e às vezes me dão puxões de orelha.... Vou pensar sempre em vcs, viu? E espero q vcs me visitem!!! Vou querer mostrar tudo a vcs! Não eh pq vou estar longe q vou deixar vcs ficarem quietos não, viu? Bora agitar!!! Tá na hora de conhecer a América do Sul!!! rsrsrsrs Tô esperando, hein? Quero visitas!!!!
Do TomaRock e todos os q nos acompanhavam... Não tenho nem palavras p descrever o tamanho da saudade q vou sentir da banda. O TomaRock foi uma das melhores coisas q ja me aconteceu! Imagina, se vou esquecer!!! Tantas risadas, tantos momentos bons! A viagem p Natal, os ensaios, os churrascos, os shows... Vão ficar p sempre na minha memória.
Da Escola e do ELC e todos os colegas e amigos q fiz lá. Aprendi muito c vcs e c os nossos alunos. Me envolvi, participei... Passamos por muitas coisas juntos, ne? Tantos altos e baixos.... Mas acho q a Escola está c o astral muito melhor hj do q há algum tempo atrás. E c a ajuda de todos vcs, certamente só irá melhorar ainda mais. Cuidem bem da Escola, viu? Será sempre um lugar q vou lembrar c muito carinho.
De Boa Viagem, onde passei quase todo o tempo q morei em Recife, seja morando (no começo), trabalhando, indo à praia (sim, houve um tempo em q eu ia muito!), passeando no calçadão...
Da brisa do mar
Dos coqueiros, q meu pai tanto amava...
Do Hino de Pernambuco, q passou a ser o hino ao meu pai....
Vou sentir saudades de muitas pessoas e de muitas coisas, muitos lugares. Mas todos fazem parte de quem eu sou hj. Cada um teve a sua contibuição, e assim, vou carregá-los no meu coração aonde estiver. Por isso q afirmo, esta não eh uma carta de despedida, mas uma declaração ao amor q sinto p tds vcs.
Até logo! E se cuidem!!!

Monday, March 26, 2012

Let Me Show You the World in My Eyes


Ja faz um bom tempo que venho dizendo a mim mesma que vou comecar a escrever um blog. Desde que cheguei na Venezuela venho escrevendo emails-journals a um grupo de amigos contando da minha vivencia. Os emails-journals foram sempre muito bem recebidos, e as vezes recebo emails me pedindo para uma dia editar e quem sabe transformar tudo em um livro. Neste blog, pretendo brincar um pouco com essa possibilidade. Brincar de ser escritora.

Apesar do titulo em Ingles, boa parte dos meus posts serao em Portugues. O titulo eh uma homenagem a uma musica do Depeche Mode com a qual me identifico muito. Para os que me conhecem, sabem que a musica eh algo que esta intimamente ligado a tudo o que me cerca. Pessoas, lugares, momentos da minha vida... Tudo me lembra alguma musica. E toda musica me lembra algo ou alguem.

Para comecar, vou pouco a pouco reescrevendo alguns dos emails que escrevi ao longo dos meus anos na Venezuela. Pretendo tambem dar um pouco de "insight" no que veio a construir a pessoa que hoje sou.

E para terminar, um trecho da letra da musica de Depeche Mode, devidamente traduzida para Portugues:

"Let me take you on a trip
Around the world and back
And you won't have to move
You just sit still


Now let your mind do the walking
And let my body do the talking
Let me show you the world in my eyes..."


(Me deixe te levar em uma viagem
Em volta do mundo e de volta
E voce nao tera que se mexer

Fique sentada parada
Agora deixe minha mente caminhar
E o meu corpo falar
Me deixe mostrar o mundo atraves dos meus olhos...)